P&D Estratégico em energia solar prevê investimento de R$ 395,9 milhões


18/01/2012

P&D   Publicada em agosto de 2011, a Chamada de Projeto de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) Estratégico 013/2011 - “Arranjos Técnicos e Comerciais para Inserção da Geração Solar Fotovoltaica na Matriz Energética Brasileira ”, recebeu 18 propostas (Confira aqui a lista). Os projetos, que totalizam um investimento previsto de R$ 395, 9 milhões em um prazo de três anos, foram avaliados em novembro do ano passado por áreas técnicas da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), além do Ministério de Minas e Energia (MME) e a Empresa de Pesquisa Energética (EPE).

   Das 18 propostas avaliadas, uma recebeu parecer desfavorável e não deve ser realizada, oito serão revisadas e reavaliadas e nove tiveram parecer favorável e estão em vias de contratação para início da execução.Apesar de a forma de comercialização e conexão à rede de distribuição ainda dependerem de regulamentação da ANEEL, a Chamada pretende alavancar estudos e pesquisas para comprovar a viabilidade desse tipo de fonte (solar) no Brasil, que ainda não é competitiva.

   Na avaliação, a ANEEL levou em consideração o atendimento às premissas estabelecidas na Chamada, tais como a implantação de uma planta solar fotovoltaicas de 0,5 megawatt-pico (MWp, medida pelo máximo de insolação incidente sobre as placas) a 3,0 MWp, além da definição da forma que o empreendedor comercializará a energia no sistema e razoabilidade dos custos.

   O maior investimento previsto será feito pela Tractebel Energia, com R$ 60,8 milhões; seguido de Copel GT, com R$ 58,6 milhões; Furnas, com R$ 48 milhões; e Chesf, com R$ 44 milhões. Esses valores já consideram a contrapartida de investidores que propuseram o aporte de recursos na ordem de 5% a 30%, com a expectativa de recuperarem o investimento quando a energia começar a ser gerada e comercializada. O reconhecimento dos valores investidos dá-se após a avaliação dos resultados e comprovação de gastos realizados em cada projeto.

   A obrigatoriedade na aplicação dos recursos em P&D está prevista em lei e nos contratos de concessão, cabendo à Agência regulamentar o investimento no programa, acompanhar a execução dos projetos e avaliar seus resultados. A legislação estabelece que as empresas concessionárias, permissionárias ou autorizadas de distribuição, transmissão e geração de energia elétrica devem aplicar anualmente um percentual mínimo de sua receita operacional líquida no Programa de P&D do setor de energia elétrica. As diretrizes e orientações que regulamentam a elaboração de projetos estão no Manual de P&D. Confira aqui. (PG/AC/DB).

ANEEL aprova regras para facilitar a geração de energia nas unidades consumidoras

http://www.dan.eng.br



17/04/2012
  
Geração   A diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) aprovou hoje (17/04) regras destinadas a reduzir barreiras para instalação de geração distribuída de pequeno porte, que incluem a microgeração, com até 100 KW de potência, e a minigeração, de 100 KW a 1 MW. A norma cria o Sistema de Compensação de Energia, que permite ao consumidor instalar pequenos geradores em sua unidade consumidora e trocar energia com a distribuidora local. A regra é válida para geradores que utilizem fontes incentivadas de energia (hídrica, solar, biomassa, eólicae cogeração qualificada).

   Pelo sistema, a unidade geradora instalada em uma residência, por exemplo, produzirá energia e o que não for consumido será injetado no sistema da distribuidora, que utilizará o crédito para abater o consumo dos meses subsequentes. Os créditos poderão ser utilizados em um prazo de 36 meses e as informações estarão na fatura do consumidor, a fim de que ele saiba o saldo de energia e tenha o controle sobre a sua fatura.

   Os órgãos públicos e as empresas com filiais que optarem por participar do sistema de compensação também poderão utilizar o excedente produzido em uma de suas instalações para reduzir a fatura de outra unidade.

Medição 

   O consumidor que instalar micro ou minigeração distribuída será responsável inicialmente pelos custos de adequação do sistema de medição necessário para implantar o sistema de compensação. Após a adaptação, a própria distribuidora será responsável pela manutenção, incluindo os custos de eventual substituição.

   Além disso, as distribuidoras terão até 240 dias após a publicação da resolução para elaborar ou revisar normas técnicas para tratar do acesso desses pequenos geradores, tendo como referência a regulamentação vigente, as normas brasileiras e, de forma complementar, as normas internacionais.

Vantagens 

   A geração de energia elétrica próxima ao local de consumo ou na própria instalação consumidora, chamada de “geração distribuída”, pode trazer uma série de vantagens sobre a geração centralizada tradicional, como, por exemplo, economia dos investimentos em transmissão, redução das perdas nas redes e melhoria da qualidade do serviço de energia elétrica.

   Como a regra édirecionada ageradores que utilizem fontes renováveis de energia, a agência espera oferecer melhores condições para o desenvolvimento sustentável do setor elétrico brasileiro, com aproveitamento adequado dos recursos naturais e utilização eficiente das redes elétricas.

   O assunto foi amplamente discutido com a sociedade em uma consulta e uma audiência pública. A audiência ficou aberta no período de 08/08/2011 a 14/10/2011 e, ao todo, foram recebidas 403 contribuições de agentes do setor, universidades, fabricantes, associações, consultores, estudantes e políticos.

Descontos da TUSD e TUST 

   Paralelamente ao sistema de compensação de energia, a ANEEL aprovou novas regras para descontos na Tarifa de Uso do Sistema de Distribuição – TUSD e na Tarifa de Uso do Sistema de Transmissão – TUST para usinas maiores (de até 30 MW) que utilizarem fonte solar: 
  • Para os empreendimentos que entrarem em operação comercial até 31 de dezembro de 2017, o desconto de 80% será aplicável nos 10 primeiros anos de operação da usina
  • O desconto será reduzido para 50% após o décimo ano de operação da usina
  • Para os empreendimentos que entrarem em operação comercial após 31 de dezembro de 2017, mantém-se o desconto de 50% nas tarifas
(PG/DV/HL/DB)

Energia Solar Residencial no Brasil

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É sabido que uma grande extensão do território brasileiro está localizada nas proximidades da linha do Equador. Além disso a concentração populacional do país se encontra dispersa e não muito próximo a esta região. No Brasil, a duração solar diária, varia entre 10 horas e 13 minutos a 13 horas e 47 minutos, aproximadamente, entre 21 de junho e 22 de dezembro, respectivamente, o que denota o grande potência energético relativo a este tipo de fonte de energia.


A radiação solar depende diretamente das condições atmosféricas. Somente parte da radiação solar atinge a superfície terrestre, devido à fatores como absorção dos raios na entrada da atmosfera e também à reflexão dos raios solares. Mesmo assim, estima-se que a energia solar incidente sobre a superfície terrestre seja da ordem de 10³ o nível de consumo

energético mundial (CRESESB, 2000).


Devido às grandes vantagens que possui, não só econômicas, como ambientais, a energia solar - uma fonte limpa e inesgotável - se apresenta cada dia mais como a grande solução energética para o planeta. A cidade de São Paulo já tem uma lei como essa em vigor – a Lei 14459. Outras cidades também já aprovaram suas leis solares, como é o caso de Birigui, no interior de São Paulo, onde o uso dos aquecedores solares é obrigatório em habitações de interesse social. 

Em suma, a energia solar é uma excelente opção em busca a fontes alternativas de energia, pois é uma fonte energética renovável e limpa (não poluente)

A forma mais simples de obtenção é através de células fotovoltaicas, geralmente feitas de silício. A luz solar, ao atingir as células, é então convertida em eletricidade. O efeito fotovoltaico ocorre quando fótons (o quantum da radiação eletromagnética) incidem sobre os átomos, proporcionando a movimentação dos elétrons, gerando a corrente elétrica.

Vantagens:
  • Energia limpa (não poluente)
  • A energia é produzida no centro de carga, evitando perdas energéticas na linha de transmissão e redes de distribuição
  • É uma fonte alternativa de energia
  • É uma fonte de energia elétrica inesgotável, disponível em todo o planeta
  • Possui projeto de instalação modular, permitindo futuras expansões, dentre vários outros fatores
Desvantagens:
  • Valor inicial empregado no investimento (apesar que o mesmo encontra-se em crescente queda, devido às novas tecnologias empregadas)

Energia Solar: Custo do Investimento
De forma geral o equipamento necessário é composto pelo painel solar e reservatório térmico (boiler). Além disso são utilizados alguns componentes como válvula anticongelante, termostato e tubulação especiais de cobre, etc.
O custo total depende do tamanho da residência e da quantidade de pontos utilizados de água quente (torneiras, chuveiros, etc). O quantitativo de painéis e o dimensionamento do boiler são definidos em função do projeto do empreendimento. Uma casa de porte médio pode utilizar um boiler de aproximadamente 300L, investindo-se aproximadamente R$2000,00.
O índice de taxa de retorno (TR) e investimentos com projeto e implementação do sistema de energia solar residencial costuma se pagar em menos de 2 anos.



Projeto
Você está interessado em projetos e implementação de energia solar?
Caso tenha alguma dúvida, estou à disposição.



Autor do Artigo:
Daniel P. de Oliveira
dan@dan.eng.br